domingo, abril 22, 2007

Difícil

Quem nos conhece bem sabe, namoramos há um ano e meio e moramos juntos há praticamente a mesma quantidade de tempo. O dia-a-dia nem sempre é fácil. Muitas vezes há de se fazer concessões, submeter-se a situações não tão agradáveis e ainda deixar que a rotina abata o melhor da paixão.

Não nego – tudo isso é irrisório perto do amor que temos um pelo outro, de tudo o que construímos, de nossos sonhos e planos. Mesmo em meio a problemas, brigas, picuinhas e chateações, damo-nos conta disso e irrelevamos os pontos negativos.

No entanto, parece que na distância tudo de maximiza e se solidifica. Estou longe do Fernando há dois dias e poucas horas. Não ficamos assim tão distantes há um ano, quando viajei por dez dias. A saudade é imensa, a falta é dolorosa e o amor parece preencher de tal forma o corpo que me faz sentir anestesiada, ausente de mim, quase como se eu não fosse eu mesma sem ele.

Comentava hoje que sempre temi me tornar uma dessas pessoas que perde a identidade quando ama. Sei, atualmente, que não é bem assim que o amor acontece. Amar, ao contrário do que muitos pensam, é extremamente simples. Tão simples que se enraiza, encorpora, vira parte de um todo. Amar, se precisasse fazer uma metáfora, está mais para assistir televisão que para pular de bungee jump. Quando é verdadeiro, não se coloca o objeto amado exteriormente ao corpo, mas dentro do coração. É piegas, eu sei. Mas nada é mais importante para mim hoje que esse magrelo nipônico que, com toda a sua inconveniência, apoderou-se de mim de tal forma que tornou impossível passar um par de dias sem ele.

É surreal. É tanto amor em mim que eu só posso querer que as horas passem logo para ficarmos juntos pelo resto das nossas vidas, sem nem uma horinha distantes. Hoje sei que eu nada posso contra o que a vida nos impôs, ou nos presenteou.

Te amo e isso basta. E, sei lá, são 3 horas da manhã e essa é só a minha opinião.

terça-feira, abril 17, 2007

Modern Love: Uma moça chamada Amor

Deborah Copaken Kogan
The New York Times

Em uma noite fria de domingo em fevereiro último, logo após eu ter colocado o bebê na cama, o interfone tocou.

"Você encomendou comida?", perguntei ao meu marido, Paul, que estava debruçado sobre o seu computador na nossa sala de jantar.

"Não".

Eu olhei para os nossos filhos mais velhos, Jacob, 11, e Sasha, 9; nenhum deles estava esperando ninguém.

"Provavelmente ligaram para o apartamento errado", disse eu. O interfone tocou novamente, desta vez por mais tempo. Fui até a cozinha e apertei o botão. "Alô!".

Uma voz - estridente e masculina - perguntou: "Vocês estão no 15º andar?".

"Sim".

"Algumas das suas janelas estão voltadas para o leste?".

"Por que você quer saber?".

"Sei que isso vai parecer estranho, mas...". O nome dele era Andrew, disse o homem, e ele era estudante de design. Ele tinha uma namorada que morava no prédio defronte ao nosso, também em um andar alto. Ela era japonesa, mas o seu nome foi formado com o uso de caracter para "amor", que tem o mesmo som em japonês. Ou pelo menos foi isso o que ele disse. "Construí em neon esse caracter em chinês que significa amor e gostaria de colocá-lo na janela de vocês na noite de terça-feira", explicou ele. "Assim, quando ela acordar no Dia dos Namorados, verá o caracter".

A sua história parecia muito elaborada para ser falsa. Se ele realmente quisesse nos roubar, um simples "Flores!" teria sido o suficiente. Não que eu estivesse esperando flores, mas mesmo assim...

"Quem era?", perguntou Paul.

"Um cara que quer colocar um neon com a palavra amor na nossa janela".

"Como?".

"A namorada dele mora no prédio defronte ao nosso", disse eu. "O nome dela significa amor. Ou ela se chama Amor. Em chinês. Ou algo assim".

"Eu espero que você tenha dito não".

"Na verdade mandei-o subir".

"O que?"

"Até os meus filhos me olharam desconfiadamente".

"Não se preocupe", afirmei. "Vou observá-lo bem pelo olho mágico".

"Foi isso o que disse Sharon Tate".

"Ah, vamos lá! Onde está o seu romantismo?".

"E onde está o seu juízo?".

O que o meu marido disse fazia sentido. Mas eu sempre fui vulnerável aos grandes gestos românticos: o homem que contrata um piloto de avião para escrever uma declaração de amor no céu, ou que se ajoelha no meio de um estádio lotado. Tais atos recheiam as peças românticas mas são raros na vida real. A idéia de que algo desse tipo ocorresse no nosso apartamento - onde o maior gesto romântico feito ultimamente por mim ou meu marido consistia em deixar o outro pular a sua vez de lavar os pratos - era muito tentadora.

A campainha tocou. Não seria um exagero dizer que os pelos na parte posterior dos nossos pescoços se eriçaram. Fui até a porta, olhei pelo olho mágico. No corredor, distorcido pela lente grande angular, estava um homem de uns trinta anos, caucasiano, alto, de compleição média com cabelos louros embaraçados (pensei comigo que talvez mais tarde tivesse que passar essa descrição para a polícia).

Abri a porta.

"Oi", disse ele. "Muito obrigado".

"De nada". Ele parecia suficientemente inofensivo, mas eu entabulei uma conversa inócua na porta para ver se ele se mostrava agressivo. Depois disso, em uma demonstração de fé - não muito diferente daquela ocorrida quando, 17 anos antes, deixei o meu marido entrar em minha vida - convidei-o a entrar.

Ele foi até a janela da sala de jantar. "Perfeito", afirmou. "Aquele lá é o apartamento dela. Então, posso voltar na terça-feira à noite com o meu neon?".

Mais tarde, quando eu e Paul escovávamos os dentes, vi pelo espelho que ele me olhava de uma forma como não fazia há anos. Depois que cuspi na pia, perguntei: "O que há com você hoje?".

"Estava só lembrando da árvore que comprei para você".

Uma semana após ter conhecido Paul em Paris, onde morávamos, tive que viajar para Bucareste por cinco semanas para cobrir os fatos que se seguiram à revolução romena. Eu gostei dele, e devo ter mencionado algo como desejar uma planta para o meu apartamento, mas naquele ponto da minha vida eu tinha basicamente desistido de me apaixonar, assim como os romenos tinham desistido de serem capazes de falar livremente: um belo conceito, era evidente que outras pessoas no mundo poderiam fazer tal coisa, mas o desgosto e a Securitate eram muito ameaçadores.

A seguir Ceausescu foi fuzilado, a Cortina de Ferro caiu, e retornei de Bucareste para encontrar uma árvore enorme no meu apartamento. Uma coisa levou a outra, e aqui estávamos nós, 17 anos e três filhos depois, escovando os dentes.

Com a exceção do fato de a coisa toda ser mais complicada do que isso, como o amor sempre é. Houve aqueles incidentes no princípio, que quase mataram a flor do nosso romance ainda no botão; o período intermediário, quando pedaços de porcelana voavam como estilhaços de artilharia; e o momento presente, no qual as possibilidades de romance foram abafadas pela logística e as vicissitudes do destino (uma semana sozinhos novamente em Paris? Claro! Mas quem tomará conta das crianças e quem morrerá de fome para que possamos fazer essa viagem?).

Na noite anterior ao Dia dos Namorados, cheguei tarde a um apartamento que brilhava internamente com uma luz morna e rósea. Preenchendo a nossa janela, o caracter de Andrew parecia mais um coração humano, cercado daquele tipo de traços que os cartunistas usam para indicar movimento.

Paul estava sentado no seu local de sempre na nossa sala de jantar, curvado sobre o computador, mas quando eu entrei, o que geralmente faz com que ele emita um grunhido e acene rapidamente, o meu marido se voltou para mim e sorriu. "Não é bonito?", disse Paul. Ele se levantou da cadeira, aumentou o volume do iPod e na verdade me puxou em sua direção.

"Desde quando você ouve Sinatra?" perguntei.

"Espere um pouco", retrucou ele. "Você também vai gostar". A seguir ele entrou dançando comigo no nosso quarto.

Por volta de três da manhã, o bebê começou a choramingar no berço.
Levantei-me da cama e coloquei a mão na sua testa. "Ah, não. Leo está quente".

Paul se ofereceu para pegar um pouco de água fria, mas sentindo-me incomumente generosa, disse a ele que eu mesmo traria a água. Levei Leo até o corredor rumo àquele surpreendente brilho rosa.

Quando viu o neon, ele exclamou, "Uff", que na língua dos bebês significa um grande elogio, e se acalmou instantaneamente. Leo não foi exatamente planejado, e às vezes acho a tarefa de cuidar dele, 11 e nove anos, respectivamente, após os dois irmãos, exaustiva. Mas naquela noite olhei para as bochechas brilhantes e pensei: "Meu Deus, como eu adoro este bebê lindo!".

Depois disso levei-o até a cozinha e percebi que ele não estava de fato brilhando devido ao neon, mas sim por causa de uma irritação na pele de aparência assustadora. No dia seguinte o diagnóstico seria eritema infeccioso, mas naquela noite, acalentei-o até que ele dormisse sob o brilho da luz do amor, e ele não nos deu trabalho até de manhã.

Quando o dia nasceu, fui até a sala de jantar ainda rósea para dar a papinha a Leo. Olhei para fora, vendo os flocos de neve que caíam, e observando o prédio da moça chamada Amor. Será que ela já acordara? Será que já vira o neon na noite anterior, ou Andrew descobrira uma maneira inteligente de fazem com que ela não olhasse pela janela até o dia raiar?

Enquanto dava uma colherada de mingau de aveia a Leo, imaginei os dois caminhando e observando o neon. "Ah, meu Deus", diria a moça chamada Amor.

"Não acredito que você fez isso".

"Eu te amo", diria ele. E a resposta sincera seria. "Eu também te amo".

Sim, ela tinha que trabalhar e ir à escola, mas não havia crianças precisando de colheradas de mingau de aveia, ou shorts de academia para serem lavados, nem merendeiras cheias. Imaginei a pele jovem dos dois, isenta de estrias ou rugas, os dedos e as coxas entrelaçados.

"A noite passada foi muito boa", disse Paul, beijando-me na testa.

Jacob e Sasha entraram na sala, gritando, "Uau! e "Legal!', quando viram o neon. Momentos depois, Sasha disse: "Jacob, você fez uns cartões tão bonitos para o Dia dos Namorados. As suas amigas adorarão".

"Obrigado", respondeu ele.

Será que a minha família fora substituída por alienígenas? Leo, vitimado pelo eritema e pela febre, arrulhava e comia o mingau morno. Os meus filhos mais velhos trocavam gentilezas. O meu marido me beijou na testa. Era como se, por meio do episódio amoroso que cruzara o nosso caminho, eu e Paul estivéssemos colhendo os benefícios de um caso extraconjugal - um aumento do ardor, uma distração da realidade, um novo despertar para o significado de estar vivo - mas sem a sensação de culpa e as mentiras.

Há muito relegáramos o dia dos namorados à prateleira empoeirada do ridículo, mas naquela noite Paul chegou com rosas e vinho. Acendemos velas e abandonamos as telas, os amigos e as responsabilidades para nos reunirmos na sala para um lânguido jantar em família e várias rodadas de Boggle.

Colocamos as crianças para dormir cedo, e descobrimos pela segunda noite seguida uma forma de nos amarmos.

Quando Andrew apareceu, conforme o prometido, na sexta-feira pela manhã para desmontar o neon, esperamos que ele nos falasse do momento feliz que compartilhou com a moça chamada Amor. Mas enquanto tomávamos o café da manhã, ele fazia silenciosamente a sua tarefa. Finalmente, incapaz de aguentar o suspense, a minha filha disse: "Então, o que aconteceu? A sua namorada gostou do neon?".

"Não sei ao certo". Ele desconectou o neon da tomada e o brilho róseo desapareceu. "Ela não me disse nada".

"Como assim", indaguei. Como é que Amor poderia ter deixado de (no mínimo) reconhecer o seu caracter e todo o planejamento e reflexão que possibilitaram a realização do projeto?

"Bem", disse Andrew. "Reservei um lugar na churrascaria Roth's e a esperei por uma hora, mas ela nunca apareceu".

"Onde ela estava?". Imaginei a moça chamada Amor presa no trabalho ou em um vagão defeituoso no metrô. Ela possivelmente não daria um bolo em Andrew no Dia dos Namorados.

"Não sei. Ela simplesmente não apareceu".

"Mas ela viu o neon, certo?".

Leo começou a chorar, e uma grande linha de catarro descia pelo seu nariz. Quando fui pegar um lenço de papel, esbarrei em um copo de suco de laranja, espalhando suco na mesa e no chão.

"Acho que sim", disse Andrew dando de ombros, e naquele dar de ombros enxerguei a morte da esperança. Após enrolar o caracter novamente em plástico bolha e em papelão, ele murmurou. "Novamente, obrigado", e saiu pela porta.

O meu filho mais velho parecia a ponto de chorar. A minha filha sentou-se ao piano para tocar uma música triste. Leo ficou apoplético, esfregando o conteúdo dos seus olhos e nariz irritados pelas bochechas cobertas de eczemas, antes de vomitar na bandeja da sua cadeirinha de bebê, na qual eu descansava o braço. Meu marido entrou na cozinha, observou esse cenário magnífico, e começamos a discutir sobre quem iria lavar os pratos.

Pensei de novo na história de Andrew. Será que ele havia se iludido completamente, achando que a moça chamada Amor era sua? Ou ele seria apenas um espreitador, e nós o teríamos o ajudado a praticar assédio? Ou talvez Amor fosse apenas fruto da sua imaginação. Algo que nem mesmo o neon mais brilhante, mais róseo, mais realisticamente esculpido em formato de coração poderia retirar do reino da fantasia.

Era algo no qual pensar enquanto eu arrumava toda a bagunça.

Tradução: UOL

quarta-feira, abril 11, 2007

A Mulher Alfa

Simone de Beauvoir ficou ultrapassada. A nova geração de mulheres não precisa se tornar mulher, já nasce assim. Pelo menos é o que se diz por aí. Mas não está fácil encontrar a parceira do macho alfa, que emprestou o nome a esta nova mulher. E ao contrário do que se pensa, elas não estão com a vida ganha, nada será simples. Elas têm que manter o posto, o que pode ser bem mais difícil do que a conquista de tantas gerações. Mães e avós seriam testemunhas da derrocada feminina por culpa de algumas que insistem em contestar a própria existência, mulhers beta ou gama, adjetivo esse emprestado de Aldous Huxley e não de Darwin. Voltando à elas, talvez a própria Simone continue parâmetro para essas "novas" mulheres, desde que seja um misto entre a feminista e a amante de Nelson Algren.
Tudo isso, para dizer que encontrei a minha. E citando o próprio Algren, nunca poderei sentir por você menos que amor.

segunda-feira, abril 02, 2007

O noivo já pode casar!

Ontem, passeando no shopping, decidimos entrar em uma loja que vendia ternos (ou "costumes"). A intenção era ver como o Fernando ficaria com um terno de modelagem mais justa - última moda de acordo com a Veja, o que agradou imensamente o nipônico.

Enfim, só íamos provar, já que falta 5 meses para o casamento. Mas a calça e o paletó italianos cinza-escuros vestiram tão bem aquele corpinho esguio que não deu para resistir: o noivo comprou. E eu, boba que só, tive de me segurar para não abrir o bocão ao ver o Fernando tão lindo. Emocionou-me a idéia de que ele se tornaria o meu marido vestido daquele jeito, quase como se eu estivesse vendo o "vestido de noiva" do meu noivo - será que dá azar?

Enquanto isso, o rádio da loja tocava "Só tinha de ser com você". Não pude deixar de pensar em como sou sortuda de ter esse homem maravilhoso na minha vida, pelo qual eu me apaixono mais e mais a cada dia!

Só tinha de ser com você

É, só eu sei quanto amor eu guardei
Sem saber que era só pra você
É, só tinha que ser com você
Havia de ser pra você
Senão era mais uma dor
Senão não seria o amor
Aquele que a gente não vê
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você
É, você que é feito de azul
Me deixa morar neste azul
Me deixa encontrar minha paz
Você que é bonito demais
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você
Você sempre foi só de mim
Que eu sempre fui só de você
Você sempre foi só de mim

terça-feira, março 20, 2007

Vamos nos casar na lua crescente!

Descobri alguns fatos interessantes ligados à tradição do casamento. Eu — que sempre me julguei moderna o bastante para não casar — percebo que essa fase tem me amolecido e me enchido de romantismo, por isso tenho buscado a origem de alguns rituais.

Parece que não se sabe ao certo de onde veio a "lua-de-mel", mas suspeita-se que tenha surgido na Roma Antiga, em que era costume pingar gotas de mel na casa dos noivos, para que tivessem uma vida doce. Diz-se também que os germânicos podem ter dado origem à expressão, já que se casavam na lua nova e, na cerimônia, tomavam uma mistura de água e mel para ter boa sorte. Li também que os judeus acreditam que casar na lua crescente traz muita felicidade para o casal. Não resisti e fui atrás da lua que estará no céu no dia do nosso casamento... o resultado: vem mais felicidade por aí, gente!

Fiquei curiosa a respeito do costume norte-americano de usar "something old, something new, something borrowed, something blue" (algo velho, algo novo, algo emprestado, algo azul) e descobri que o verso termina com a frase "and a silver sixpence in her shoe" (e um sixpense prateado no sapato dela). Como sixpense era uma moeda fabricada na Inglaterra de 1551 a 1967, sabe-se que a tradição surgiu nesse país, provavelmente na Era Vitoriana.

Cada um dos itens deveria ser usado pela noiva no dia do casamento, o que atrairia sorte. O "algo velho" representa a continuidade da família e a tradição. O "algo novo" significa otimismo e esperança para a nova vida. Já o objeto emprestado deve pertencer a um amigo ou familiar que tem um casamento feliz, para que transmita o sucesso de sua união ao novo casal. A cor azul do penúltimo item é associada ao casamento há séculos. Na Roma Antiga, as noivas usavam azul para expressar amor, modéstia e fidelidade. A própria religião católica veste a Virgem Maria de azul, para transmitir pureza. Na cultura brasileira, costuma-se usar algo azul para "cortar a inveja" das moças solteiras.
Por fim, o sixpense — a moeda no sapato — simboliza riqueza e segurança financeira.
O difícil é arranjar um modo de incluir todas essas coisas na roupa da noiva...

sexta-feira, março 16, 2007

Euforia

Quero casar logo! Mas sem RG não dá, por isso, lá vamos nós madrugar mais um sábado para ir ao Poupatempo fazer a minha 2ª via. Só eu mesmo para perder o RG meses antes do casamento... Pior é que vou ter de fazer outro depois que casar...

Falta 190 dias para o casório!!! Êêê! Não vejo a hora... de curtir a festa, de comer todas as comidinhas deliciosas, de usar o meu vestido, de jogar o buquê, de ser a excelentíssima esposa do meu noivinho!!! E, depois, de viajar para a Itália... ah, que maravilha!!!

Essa semana, o casal Makita conquistou mais uma vitória: o primeiro plano de saúde conjunto! Acho que já somos quase oficialmente uma família...

segunda-feira, março 12, 2007

Eu estou muito feliz.

É engraçado, estamos noivos há 6 meses e, há 15, sei que é com o Fernando que quero passar o resto da minha vida, mas parece que é só agora, faltando 6 meses para o casamento, que as fichas começam a cair... VAMOS MESMO NOS CASAR!!!

O apartamento está comprado e a maior parte dos serviços está contratada, mas, hoje, vendo o convite que o meu noivo (o melhor diagramador do mundo) fez, me dei conta de que, dentro de 6 meses, vou ter a minha própria família com o homem mais adorável que existe!
Estou ansiosíssima... Padrinhos e madrinhas, amigos e amigas, aguardem: em um par de meses vou estar maluca... mas completamente feliz!

P.S.: Gostaria de ressaltar publicamente os afazeres do noivo:

- Arranjar um apartamento – OK (Crédito: Sogrinha Marisa)
- Renovar o passaporte
- Fazer o convite - OK
- Arranjar o DJ – OK
- Comprar um terno
- Dar entrada no civil
- Levar as alianças para polir e gravar certo

Nós

Antes do post Ela que me foi cobrado, proponho a reflexão sobre Nós. Afinal é assim que pretendemos viver pelo menos o dobro de anos que já vivemos, juntos. Abaixo a imprensa especializada com sua preservação da individualidade. É claro que devemos permanecer sendo nós mesmos e essa babaquice toda que se apregoa por aí. Mas isso está se tornando tão importante que é por isso que estão acontecendo tantas separações. Os indivíduos estão insuportáveis aos casais.
Tudo isso por um par de óculos de um amigo estava conosco. Não comigo, com ela ou com ele, com quem o devido objeto deveria realmente estar.

Nós somos um casal muito divertido, gostamos de dar muita risada e provocar um ao outro, principalmente de manhã, quando um ou outro está de mau humor. Ou de rir juntos da mesma piada, mesmo sem que se conte.

Nós somos um casal motorizado, em que a co-piloto é tão boa quanto o piloto. Entendam isso como quiserem. Mas o importante é que nós chegamos, buscamos e levamos, voltamos e vamos pra um monte de lugares, da casa de amigos a viajens, baladas e restaurantes novos, ou até mesmo pra ir ali na esquina, desde que a trilha sonora seja do ipod dela, claro.

Nós somos um casal que freela lado a lado, literalmente. Mesmo que um não esteja, fica ali, vendo os emails, quietinho pra não atrapalhar. Senão, vai fazer o jantar. Por falar em jantar, nós somos um casal que aprecia a boa comida, seja ela um almoço no Alfama dos Marinheiros ou um buraco quente com mostarda dijon.

Nos somos um casal que quando não está revisando ou diagramando, está lendo. Não o que se produziu, claro. Mas quem sabe outras coisas para se produzir melhor. E mais ainda coisas que não acrescentam em nada, ou mais ainda. A noiva neurótica é uma padawan-nerd de quadrinhos e cinema, mas não admite.

Nós somos um casal feliz.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Ele

Fernando é um nipo-ítalo-brasileiro muito alto e muito magro. É nipônico no amor pelos detalhes e na paixão por fotografias. Italiano no pavio curto e nas mãos enormes, de gestos infindáveis. Brasileiro no tanto que come.
Fernando – de olhar para ele, a gente logo vê – cresceu rápido demais e, por isso, sacode os braços ao longo do corpo como se não soubesse o que fazer com eles. Tampouco sabe como endireitar 1,90 m de altura, o que faz com que curve as últimas vértebras do pescoço, trazendo a cabeça mais para baixo.
Fernando usa All-Star de couro preto. Cano alto. Brincos na orelha e o cabelo bem desarrumado ­– não por desleixo, por capricho do cabelo, que está mais para o brasileiro que para o japonês. Ele tem uma mania irresistivelmente sedutora: ouve canções de rock clássico no último volume, em fones de ouvido, e toca uma guitarra imaginária como se ninguém pudesse ver. Fernando gosta de dançar. E é tanta alegria de não caber em toda a sua dimensão.
Fernando passa a maior parte do tempo visitando sites relacionados à tecnologia, carros e – claro – mulher pelada. Gosta de autorama, de cinema e de quadrinhos. E Fernando perde a paciência, às vezes, e bate na mesa e grita. Ele também não gosta de acordar cedo, nem quando eu mudo de idéia muitas vezes ou estou de TPM.
Mas Fernando faz um macarrão com atum como ninguém. E à bolonhesa. Faz também carne assada e moída. De manhã, faz carinhos nas costas e me acorda de bom-humor. Faz piadinhas, brincadeiras e imitações. Tem um colo magro e ossudo, mas muito confortável. E tem uns beijinhos muito bons...

quarta-feira, janeiro 31, 2007

A organizadora de casamentos

Carla, de corpo esguio e magro, é uma daquelas pessoas que não se sentem bem em sua pele. Em vez de se favorecer do biotipo, ela se confunde e se desengonça, perdendo-se entre pernas e braços tão compridos.
Os ohos fundos e os cabelos ralos em desalinho denunciam o desespero que essa organizadora de casamentos carrega. Conclui-se, logo: ela não dá para a coisa.
De tão confusa que é, escreve pequenas notas para não esquecer de que a noiva moderna é moderna, de que a tradicional é tradicional e de que a romântica é romântica e não quer lírios brancos. Com pequenos pedaços de durex, forra as paredes de sua sala, o fichário e a agenda, para "não cometer gafes", diz, "que são coisas muito feias de se cometer".
Ela fala baixo e pausadamente, quase como se as palavras se afastassem e compusessem frases lá na frente, quando todos já estão empacientes e entediados. A risada é um caso à parte. Ela ri em prestações, sem que ninguém espere e sem motivo aparente. Fala-se em flores e logo vem um rá... Menciona-se velas, outro rá... Um bem casado, mais um rá... Assusta.
Carla me dá um pouco de pena. Ela não dá para a coisa. Mas, pena mesmo eu tenho das noivas. As noivas - esses seres que só pensam em musseline, orçamentos, rosas colombianas, provas de vestido e bolos gigantescos - estão sempre à beira de um ataque de nervos. Elas têm pesadelos em que chegam atrasadas na igreja, em que não querem mais se casar, em que os noivos as abandonam. Vivem pilhadas, nervosas, ansiosas. Imagine, então, o que causam as gafes de Carla. Ela já perguntou para uma noiva flicto, dessas que casam ao som de Flaming Lips, quando entraria em contato com o coral. Propôs para outra a entrada de uma escola de samba em pleno casamento (fico imaginando a noiva de vestido longo, branco, e as mulatas semi-nuas sambando freneticamente ao lado). Carla se confunde com o cronograma, esquece-se dos contratos já fechados, atrasa-se para a reunião, atrapalha-se toda e pergunta a mesma coisa um milhão de vezes. Ela não dá para a coisa. E, quando vê que errou, sorri sem jeito e pede desculpas va-ga-ro-sa-men-te...

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Um ano. Muito ou pouco tempo?

Hoje fazemos um ano juntos.

E podemos medir esse tempo de diversas maneiras, é claro.
Além dos conferidos pelo homem moderno, os mesmos 365,242199 dias; 52,177457 semanas; 8.765,81278 horas; 525.948,767 minutos; 31.556.926 segundos ou até mesmo 3.1556926 × 1016 nanosegundos? - essa foi nerd hum?

Se considerarmos as minhas mudanças de casa, faz tempo que estamos juntos. E os dias que estamos efetivamente juntos então? Chuto por baixo uns 300 dias, deve ser mais. Destes, pelo menos 250 muito bem agradáveis, uns 40 razoáveis e o restante não tão agradáveis assim, mas suportáveis ou divertidos, na medida do possível, ou do irônico…
Eu poderia colocar o número de filmes que assistimos, mas quem guarda carinhosamente os ingressos não sou eu.
O número de pedaços de pizza não seria tão fácil, mas a proporção sim: 2,5x1.
Já nas garrafas de vinho, podemos considerar um empate técnico, desde a primeira, há um ano, DUETTO Cabernet Sauvignon / Merlot 2004 - Casa Valduga a vinhos melhores ou custo-benefício na escala richter dos vinhos. Às vezes o benefício é tanto que geram alguns exageros, mas o que são exageros numa família ítalo-nipo-espanhola?
Por falar em exageros, podemos citar a quantidade de potes - sim eu disse potes - de sorvete Haagen-Dazs, sobremesas portuguesas ou não, sempre elas bem fartas, rendendo alguns quilos (gramas?) a mais em quem nunca imaginou poder ouvir: -Nossa, você engordou!?
Talvez os SPAMS do Orkut tenham algo a ver com isso, quem mandou apagar as mensagens de "emagreça enquanto durma" ou "faça algo melhor na hora de dormir e emagreça"?


E para o pouco tempo que estamos juntos temos o casamento, que parece estar longe mas ao mesmo tempo veio decidido logo, principalmente pra quem é tão relutante a novidades, ou a futura falta delas. O pouco tempo junto para os futuros filhos, que se considerarmos os nomes, demorarão pra chegar. Afinal não é barato escolas, casa e comida para Manoela, Gabriel, Nelson, Lucia, Barbara e Paula. Tejando é claro.
O pouco tempo também aparece nos fins de semana, apertando esses dois dias que segundo a Martha são de outra dimensão espremidos entre a longa semana. Principalmente até o final do TCC.
As músicas também podem vir desse lado. Mas não pensem que são poucas essas músicas não. De Emílio Santiago a Leonard Cohen não existem apenas 5 letras do alfabeto... parece que estamos apenas a duas semanas juntos a considerar algumas que ainda são ouvidas como se fosse a primeira vez. E ainda serão por muito tempo. Ou muitas vezes. Seguidas. Nossos amigos que os digam, ou comentem aqui, pessoas.


Por falar em amigos, esta é uma coisa que se somou. Ou multiplicou a considerar que eu ja não posso, como já não podia é verdade, chamá-los de O Clube dos Cinco. - Voltei ao nerd é claro, poucos da idade na Martha devem se lembrar - mas preciso concluír de alguma maneira. O tempo é relativo.

Viva nós.

Eu te amo.

Dona Veridiana - A dona da casa do casamento

“Diga, meu pai, quem é mais rica, D. Veridiana ou a Light?” perguntava o pequeno Cândido da Motta Filho na inauguração da primeira linha de bondes elétricos, em 1900. Pois D. Veridiana não tinha carro com rodas de borracha? Não tinha um palacete no estilo do Renascimento francês? Ao domingos não franqueava seus jardins à vizinhança? Não fazia leilões das uvas produzidas em sua chácara para ajudar a Santa Casa?

Essa mulher tão poderosa que deixava o pequeno menino boquiaberto era Veridiana Valéria da Silva Prado (1825-1910), filha do Barão de Iguape, de quem já falei anteriormente Foi ele o primeiro grande centralizador da família, que não tinha raízes em bandeirantes ou mamelucos, arranjando casamentos entre parentes e famílias importantes, como os Monteiro de Barros, Pacheco Jordão, Silva Machado... Esse papel seria desempenhado depois por sua filha Veridiana, que promoveria a união de filhos e netos com famílias de expressão social e econômica. Ao falecer, o Barão deixava uma das maiores fortunas do estado, e uma herdeira que como ele manteria a unidade da família, sem deixar de ter destaque na vida social e promover a cultura.

Veridiana casou-se aos 13 anos com seu tio Martinho, meio-irmão de seu pai, quatorze anos mais velho que ela. Casada, segue o marido para o Engenho Campo Alto, em Mogi-Mirim, que graças ao empenho de Martinho logo se torna modelo na região. Ali, aos 15 anos, tem o primeiro filho, Antonio; em 1842, nasce Veridiana, morrendo seis semanas depois; dois anos depois nasce Martinho; em 1844 tem Ana Brandina (Chuchuta), nascida num rancho à beira da estrada de Mogi Mirim, pois não houve tempo de chegar a São Paulo. Em 1846, nasce a segunda filha com seu nome, mas que morre aos 18 meses. Já morando no sobrado da rua da Consolação (onde hoje está a Praça Roosevelt), tem os últimos filhos: Anésia (Nesita - 1850), Antonio Caio (1853) e Eduardo (1860).

Ao defender o casamento de sua filha Ana Brandina com o Conde Pereira Pinto entra em choque com o marido, de quem acaba por se separar, escandalizando a sociedade. Permanecem ambos na mesma casa, em alas separadas, até que ela construa o seu palacete onde viria a ser o bairro de Higienópolis. A “Villa Maria” (homenagem a uma afilhada) seria conhecida ainda por Chácara da D. Veridiana. O palacete ainda está de pé, apesar das reformas, escondido atrás de um imenso arvoredo na esquina da Avenida Higienópolis com rua Dona Veridiana; hoje é sede do São Paulo Clube.

O palacete, em estilo Renascimento, teve projeto e materiais vindos da Europa, estando a construção ao cargo de Luis Liberal Pinto. Em 1885 muda-se para a casa, que realmente destoava de tudo o que se via na cidade: inúmeros são os depoimentos daqueles que a visitavam, como a princesa Isabel, em novembro de 1884:

“A propriedade de D. Veridiana, lindíssima; casa à francesa, exterior e interior muitíssimo bonitos, de muito bom gosto.(...) Os jardins tem gramados dignos da Inglaterra, a casa domina tudo, há um lagozinho (sic), plantações de rosas e cravos, lindos. Vim de lá encantada”.

Além do relato embevecido da princesa, seu retrato e de seu pai no salão principal não deixavam dúvidas quanto ao prestígio e respeito existentes entre D. Veridiana e a Família Imperial. Em 1887, quando de sua última visita a São Paulo, D. Pedro II foi recepcionado no palacete. D. Veridiana dispôs seus netos em duas alas, para que jogassem pétalas de rosas sobre o imperador. Um deles, porém, juntou um bolo de pétalas e atingiu o rosto do monarca; um mal estar generalizou-se, piorando quando D. Pedro descobriu ser o peralta um dos filhos de Martinico Prado, combativo jornalista republicano.

O salão de D. Veridiana foi um dos mais importantes palcos de reuniões intelectuais da história paulista. Os cientistas Orville Derby e Loefgreen, os médicos Domingos José Nogueira Jaguaribe, Luis Pereira Barreto, Cesário Motta Junior e Diogo de Faria, além de Capistrano de Abreu, Ramalho Ortigão, Graça Aranha, Joaquim Nabuco. Eça de Queiroz encantou-se com a mãe do amigo Eduardo, e lamentou o fato de não ter privado mais de seu convívio.

Ao separar-se do marido e assumir o controle da família, ela escandaliza a sociedade, sendo mesmo alvo de ameaças através de cartas anônimas. Reza a crônica familiar que foi ela também a primeira mulher da elite a sair sozinha para as compras, acompanhada apenas do cocheiro. Foi também uma das animadoras da introdução de novas espécies de uva, como a Niágara, cultivadas em sua chácara por Francisco Marengo, que depois deixaria seu nome ligado à história do Tatuapé.

Dentre tantas histórias sobre essa grande dama paulista, uma merece registro: foi quando esteve em Paris, no apartamento de seu filho Eduardo, em plena Rue de Rivoli. Depois de percorrer todos os aposentos daquele que seria um dos mais importantes pontos de encontro da sociedade de fins do século XIX, ela deve ter escandalizado o circunspecto mordomo ao dizer estas palavras: “Está tudo muito bom, muito bonito. Só é pena não ter um galinheiro”. Lembre-se de que estamos falando da mulher mais rica da cidade de então.

Discreta, vestia-se com roupas escuras e não aceitava o tratamento de Madame, tão em voga na época. Inovou em seu testamento, provendo generosamente mulheres da família ou agregadas, contanto que usassem o dinheiro em proveito próprio, sem deixá-lo nas mãos dos maridos. Isso a torna uma das primeiras feministas da nossa história. Ainda deixou um pedido de desculpas a todos aqueles que possa ter ofendido ou escandalizado, e o pedido de um enterro de segunda classe. Foi sepultada no Cemitério da Consolação.

Quanta diferença de hoje, quando ainda discutem se Lady Di ao morrer estava grávida do playboy saudita...

Fonte: Dona Veridiana, de Luis Felipe D´Ávila. Editora Girafa.

terça-feira, novembro 28, 2006

FOTOS DO NOIVADO



Já que demorou tanto, as fotos do casamento poderão ser reveladas por vocês mesmos, se desejarem. Clique na imagem pra ver o álbum. Comentem, elogiem, revelem.

sexta-feira, novembro 24, 2006

segunda-feira, novembro 20, 2006

Acorrentados!



























Janaína, Fabiana; Erick, Ader, mais padrinhos!!!
Ignorem o deslize da noiva... A maior parte das fotos registra o decote exagerado...

Enfim, as esperadas fotos!














Em função da baixíssima audiência desse blog, decidimos soltar as polêmicas fotos do noivado... Começamos com Patricia, Martha (noiva) e Giovana - duas queridas madrinhas!!! E Fernando (noivo), Sylvain e Francisco!


Aguardem as próximas...

segunda-feira, novembro 06, 2006

A primeira viagem no carro novo

Para inaugurar o nosso novo possante, o Pasquálio Aleijadinho, decidimos passar o feriado em Monte Verde. "Que destino mais apropriado para um casal de noivos!", disse uma amiga minha.
Bom, vivemos muitas aventuras durante os dois dias e as duas noites, nenhuma fotografada, uma vez que, segundo o noivo nipônico, as fotos de viagem de casais são muito chatas: a noiva com a araucária, o noivo com a araucária, a noiva na trilha, o noivo na trilha, o casal comendo fondue (tirada pelo garçom). Enfim, somos um casal distinto, não pedimos para garçons tirarem fotos nossas e nem comemos fondue - aliás, qual é a lógica de esperar 40 minutos para fritar um pedacinho mínimo de carne?!
Bom, no caminho de ida, cruzamos com um gatinho fofinho cruzando a estrada que, de perto, era uma ratazana imensa. Jantamos uma truta que nos desencadeou a ambos um piriri dominical. Fizemos uma trilha que deixou as minhas pernas doloridas. Rodamos horas e horas atrás de uma cascata que, no fim, era só uma quedinha de água, quase uma bica. Bebemos, fizemos compras, comemos e dormimos - ou não - ao lado da lareira.
No domingo, seguimos o conselho do meu pai e fomos até a Cachoeira dos Pretos, um lugar maravilhoso, isolado, praticamente desconhecido. Depois de nos perder milhares de vezes, achamos o lugar. Tinha estacionamento pago, mil botequinhos, barraquinha de pastel, ônibus de excursão e milhares de farofeiros. Era preciso lutar para conseguir um lugarzinho para molhar os pés na cachoeira. Pior impossível...
Para fechar com chave de ouro o feriado, demos uma carona para um amigo do meu irmão, que vomitou no nosso carro novinho. Somos muito sortudos... mas - parte piegas - nada disso estraga os nossos momentos juntos, que até na merda, são felizes...

Mais uma declaração

Sei que deturpamos a concepção inicial desse blog, mas, enfim, o blog é nosso e fazemos o que queremos.

Essa é pra você, meu noivo nipônico mais lindo entre todos os noivos nipônicos do mundo. Te amo, você é a pessoa mais importante da minha vida e nada nada nada vai separar a gente.

Ah! E vê se coloca logo essas fotos, né? Tá ficando vergonhoso...


Unforgettable Lyrics
Artist(Band):Nat King Cole

Unforgettable Lyrics

Artist: Nat King Cole

Unforgettable, that's what you are
Unforgettable though near or far
Like a song of love that clings to me
How the thought of you does things to me
Never before has someone been more

Unforgettable in every way
And forever more, that's how you'll stay
That's why, darling, it's incredible
That someone so unforgettable
Thinks that I am unforgettable too


No never before
has someone been more ooh

Unforgettable in every way
And forever more, that's how you'll stay
That's why, darling, it's incredible
That someone so unforgettable
Thinks that I am unforgettable too

quinta-feira, outubro 19, 2006

Vídeo do noivado

Depois quase um mês, ou sendo mais exato, 26 dias, finalmente o
vídeo do noivado com algumas melhorias. Não esqueçam de comentar!
Em breve, as fotos. Prometo.



segunda-feira, outubro 16, 2006

Amor

(João Apolinário e João Ricardo)

Leve, como leve pluma
muito leve, leve pousa
muito leve, leve pousa

Na simples e suave coisa
Suave coisa nenhuma
Suave coisa nenhuma

Sombra, silêncio ou espuma
nuvem azul que arrefece

Simples e suave coisa
Suave coisa nenhuma
que em mim amadurece